Como funciona

É chamado de sistema fotovoltaico todo o conjunto necessário para a obtenção da energia elétrica através da energia solar, ou seja, conversão da radiação solar em energia elétrica. Os sistemas fotovoltaicos podem ser isolados, híbridos ou interligados à rede. Eles são constituídos basicamente dos módulos fotovoltaicos, sistema de proteção elétrica e do inversor solar.

As placas fotovoltaicas são o meio de captar a energia solar e convertê-la em energia elétrica através do efeito fotoelétrico. Elas são agrupadas em módulos solares, os quais são colocados usualmente nos telhados das casas de modo em que os raios solares incidam sobre ela preferencialmente durante todo o dia.

Elas geram energia elétrica de corrente contínua que é conduzida aos inversores solares responsáveis por moldar a energia elétrica provinda das placas de tal forma que ela possa ser utilizada nas residências e também injetar a energia excedente produzida na rede elétrica convencional quando o sistema solar é conectado à rede.

A energia injetada na rede elétrica não é vendida para a concessionária local, mas sim é transformada em créditos energéticos. Isso pode ser entendido como uma conta de crédito e débito energético entre a residência geradora de energia solar e a concessionária, no qual esse crédito pode ser consumido à noite, onde não há produção de energia solar.

Vantagens

Com a geração de energia solar on-grid, o proprietário do sistema de geração tem sua conta de energia reduzida. Porém ela nunca será R$ 0,00 devido às leis vigentes no país. A concessionária elétrica cobra um valor mínimo na conta de energia, que é o custo de disponibilidade. Em tese, ela cobra pela disponibilidade do sistema elétrico para o usuário.

 Art 7º. I – deve ser cobrado, no mínimo, o valor referente ao custo de disponibilidade para o consumidor do grupo B, ou da demanda contratada para o consumidor do grupo A, conforme o caso (Resolução Normativa nº 687/2015 – Aneel).

Na regulamentação do processo de injeção e consumo de energia elétrica, criou-se o sistema de compensação de energia elétrica. Nele, toda a energia ativa injetada na rede pelo sistema gerador de uma unidade consumidora, é emprestada gratuitamente à distribuidora local e posteriormente compensada sobre o consumo de energia elétrica ativa dessa mesma unidade consumidora ou de outra. Ainda, os créditos energéticos permanecem válidos podendo ser compensados em um prazo de até 60 meses, já que a energia elétrica gerada pela central pode ser superior à consumida pela unidade consumidora, ocasionando o acúmulo de créditos a serem utilizados em meses posteriores.

No caso de quando o sistema fotovoltaico está fornecendo energia à rede elétrica, o medidor de consumo de energia roda ao contrário.

Art. 2º. III – sistema de compensação de energia elétrica: sistema no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa (Resolução Normativa nº 687/2015 – Aneel).

O usuário que gera energia solar e injeta esta na rede ficará isento de pagar ICMS na sua conta (exceto os estados de Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Amazonas e Amapá) de energia de acordo com lei prevista no Convênio de ICMS 16/75, de 22 de abril de 2015.

Autoconsumo remoto permite que a geração seja em um local diferente do local de consumo, dentro da mesma área de distribuição, e desde que o medidor de consumo e geração esteja cadastrado no mesmo CPF ou CNPJ.

Art. 2º. VIII – autoconsumo remoto: caracterizado por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma Pessoa Jurídica, incluídas matriz e filial, ou Pessoa Física que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras, dentro da mesma área de concessão ou permissão, nas quais a energia excedente será compensada (Resolução Normativa nº 687/2015 – Aneel).

A energia fotovoltaica possui uma fonte de energia renovável e é isenta de impactos ambientais durante sua geração. Ela não produz resíduos de nenhum tipo, tampouco poluição sonora. Inclusive, ela ajuda a reduzir impactos ambientais, visto que ela atua na substituição de outras fontes de energia, como petróleo, carvão mineral e gás natural, que geram resíduos na geração de energia elétrica.

A inspeção da parte elétrica do sistema fotovoltaico é igual à inspeção elétrica comum, fazendo uma inspeção visual para verificar se os componentes elétricos estão em boa qualidade.

O que se deve ficar mais atento é na limpeza dos painéis fotovoltaicos porque um painel sujo diminui sua eficiência e pode funcionar como carga para outro painel gerador, visto que a sujeira diminui a irradiância solar sobre ele. Porém tal limpeza pode ser feita com um jato de água ou até mesmo com uma vassoura de cerdas macias.

Vale ressaltar também que, pelos painéis se encontrarem inclinados, a chuva que cai sobre eles faz uma limpeza da poeira e de folhas que podem estar na superfície da placa.

Um estudo realizado pelo Lawrence Berkeley National Laboratory na Califórnia e publicado no site The New York Times – clique aqui para acessar -, examinou os dados de vendas para quase 23 mil casas em oito estados de 2002 a 2013. Cerca de 4.000 casas tinham sistemas fotovoltaicos solares, todos eles de propriedade (em oposição a ser financiado por meio de um arrendamento com a empresa solar).

Os pesquisadores descobriram que os compradores estavam dispostos a pagar um prêmio de US$ 15.000 para uma casa com o sistema fotovoltaico solar de tamanho médio (3.6 kilowatts, ou 3.600 watts), em comparação com uma casa similar sem uma. Dito de outra forma, isso se traduz em cerca de quatro dólares adicionais por watt de energia solar.

Ao adquirir um sistema fotovoltaico conectado à rede elétrica o imóvel apresenta uma valorização imediata.

Payback é o prazo de amortização do sistema fotovoltaico, ou seja, o tempo total de retorno do investimento em energia solar. O sistema fotovoltaico se paga em aproximadamente 5 anos ou menos de utilização se amortizar o custo investido do sistema com os custos da conta de energia elétrica para a concessionária caso não o tivesse.

O investimento em energia solar pode definitivamente ser comparado aos ativos do mercado financeiro, dado que envolve um dispêndio de capital que retorna ao longo dos anos e desde que sempre se compare com um ativo financeiro com risco equivalente. No caso do investimento em geração de energia solar, tem-se um retorno de pelo menos 25 anos ou mais.

Para efeitos de demonstração, foi comparado a rentabilidade de um sistema fotovoltaico projetado para Ituiutaba – MG no valor de R$ 27.102,16 e esse mesmo valor aplicado em um título do Tesouro Direto através do ativo Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 (NTNF) com vencimento em 01/01/2027 e taxa de juros de 9,72% a.a. com juros semestrais, descontado de imposto de renda de 15 % sobre rendimento e com 0% de taxa de administração da corretora. Segue o resultado da comparação no gráfico a seguir:

Contudo, nota-se que o investimento em sistema fotovoltaico obteve um rendimento de R$ 62.354,07 apenas em economia em não pagar a conta de energia. Já o investimento conservador em Tesouro Direto obteve um rendimento de R$ 45.670,42 através de juros sobre capital investido. Observa-se que o investimento em energia solar rende aproximadamente 36,53% a mais do que a aplicação de juros sobre capital analisada.

Passo a Passo para Conectar o Sistema de Energia Solar à Rede da Distribuidora

Segundo a Norma Regulamentadora nº 482 de 2012, os seguintes procedimentos são necessários para que o sistema de energia solar seja conectado à rede de distribuição da concessionária e se enquadre no padrão on-grid:

  • Solicitação de Acesso: é feita por meio de formulário próprio, a ser encaminhado para a distribuidora.
  • Emissão de Parecer de Acesso: a distribuidora deve emitir o parecer em até 15 dias para microgeração ou 30 dias para minigeração.
  • Instalação do Equipamento: após o parecer, deve-se prosseguir com a instalação dos equipamentos conforme apresentados na solicitação.
  • Solicitação de Vistoria da Instalação: em até 120 dias da emissão do parecer, deve-se solicitar à distribuidora uma vistoria para conferir a conformidade da instalação.
  • Visita de Vistoria: no prazo de sete dias um profissional da distribuidora deve ir até a propriedade fazer a vistoria da instalação.
  • Relatório: a distribuidora tem mais cinco dias para confeccionar um relatório técnico caso sejam detectadas pendências na instalação vistoriada.
  • Regularização de Pendências: havendo pendências na instalação, estas devem ser regularizadas e depois pedido uma nova vistoria à distribuidora.
  • Aprovação: após a vistoria apontar nenhuma irregularidade, a distribuidora tem até sete dias para aprovar o ponto, trocar a medição e iniciar o sistema.

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